Incêndios no sul do Chile causam mortes e devastam comunidades inteiras

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Na segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, incêndios florestais no sul do Chile resultaram na morte de 19 pessoas e na destruição de povoados inteiros nas regiões de Ñuble e Biobío. Mais de 3.500 bombeiros estão mobilizados para combater 14 incêndios que já devastaram cerca de 35.000 hectares de floresta. Apesar de um alívio momentâneo nas últimas horas, as condições climáticas ainda são desafiadoras, conforme alertou o presidente Gabriel Boric.

As comunidades afetadas, especialmente em Penco e Lirquén, enfrentam uma devastação sem precedentes, comparando a situação atual a desastres anteriores, como o tsunami de 2010. Moradores relatam experiências angustiosas de fuga das chamas, enquanto militares monitoram áreas em ruínas. Com ruas repletas de carros derretidos e casas reduzidas a escombros, a reconstrução se torna uma tarefa monumental e complexa para o futuro.

O aumento das temperaturas e a prolongada megasseca na região são fatores que facilitam a propagação do fogo, levando a comunidade científica a alertar sobre as condições climáticas extremas. Em uma reunião no palácio presidencial, o presidente Boric discutiu com o presidente eleito José Antonio Kast as ações necessárias para controlar os incêndios e a reconstrução que se seguirá. A tragédia atual destaca a necessidade urgente de um plano de resposta a desastres mais eficaz e adaptado às mudanças climáticas.

Compartilhe esta notícia