Os incêndios florestais no sul do Chile, que se intensificaram neste domingo (18), resultaram na morte de pelo menos 15 pessoas e na evacuação de aproximadamente 50.000 moradores. As chamas avançam descontroladamente nas regiões de Ñuble e Biobío, a cerca de 500 km ao sul de Santiago, em meio a altas temperaturas e ventos fortes que dificultam o combate ao fogo.
De acordo com autoridades locais, os incêndios devastaram áreas residenciais, especialmente nas localidades de Penco e Lirquén, onde muitas casas foram completamente consumidas. O ministro do Interior, Álvaro Elizalde, descreveu a situação como complexa, enquanto cerca de 3.700 bombeiros lutam para conter 14 focos de incêndio ativos. O estado de catástrofe foi decretado pelo presidente Gabriel Boric, que visitará as áreas afetadas e garantiu que todos os recursos estão sendo mobilizados para enfrentar a emergência.
As condições climáticas se agravam, com previsões de temperaturas extremas e ventos fortes nos próximos dias, o que pode dificultar ainda mais os esforços de controle das chamas. O impacto desses incêndios pode ser profundo, considerando o histórico recente de incêndios florestais no Chile, que já causaram danos significativos à população e ao meio ambiente. O país agora enfrenta mais um desafio na proteção de suas comunidades e na recuperação das áreas devastadas.

