O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) subiu 0,29% em janeiro de 2026, ultrapassando a projeção de 0,25% esperada por analistas. Esse aumento é atribuído à pressão dos preços ao produtor e ao consumidor, conforme divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A alta mensal contrasta com a variação positiva de apenas 0,04% registrada no mês anterior.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), responsável por cerca de 60% do IGP-10, teve um avanço de 0,24% em janeiro. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo setor de extração mineral, com destaque para o minério de ferro, além de uma elevação nos preços dos combustíveis, especialmente do etanol. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10) também apresentou uma alta de 0,39%, refletindo os custos crescentes de educação e alimentação no início do ano.
Com o IGP-10 acumulando uma queda de 0,99% em 12 meses, os dados revelam um cenário inflacionário desafiador para a economia brasileira. A volatilidade dos preços, especialmente nos setores de alimentos e energia, pode impactar as decisões de política monetária. A persistência dessas pressões inflacionárias sugere que o Banco Central deve permanecer atento para ajustar suas estratégias de controle da inflação.

