Ibovespa inicia 2026 com queda de 0,36% devido a pressão em frigoríficos

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O Ibovespa começou o ano de 2026 em baixa de 0,36%, fechando a 160.538,69 pontos em 2 de janeiro. A queda foi influenciada por notícias negativas para os frigoríficos, especialmente a Minerva, que enfrentou desafios devido à imposição de cotas de importação de carne pela China. O índice variou entre 160.059,14 e 161.956,56 pontos durante a sessão, com um giro financeiro de R$ 24 bilhões, considerado razoável para o início do ano.

Além da pressão no setor de frigoríficos, outros grandes nomes da Bolsa, como Petrobras e instituições financeiras, também apresentaram desempenho negativo. A Minerva teve uma desvalorização significativa, refletindo sua maior exposição ao mercado chinês. O cenário é preocupante, uma vez que a China é o principal destino das exportações brasileiras, e a imposição de cotas pode impactar severamente o setor agrícola e econômico do Brasil.

Os analistas observam que a situação poderá levar a uma reavaliação do fluxo de investimentos na B3, especialmente em um ano eleitoral. Apesar das quedas iniciais, há uma perspectiva positiva para o restante de 2026, com expectativas de queda nas taxas de juros que podem beneficiar empresas com perfis mais agressivos. Assim, o mercado ficará atento às próximas movimentações e possíveis estratégias para mitigar os impactos decorrentes das decisões do governo chinês.

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