A recente captura do presidente Nicolás Maduro durante uma incursão militar dos Estados Unidos na Venezuela gerou uma série de produções audiovisuais que utilizam inteligência artificial para promover a narrativa chavista. Estas animações e memes, que circulam amplamente nas redes sociais, retratam Maduro como uma vítima e buscam distorcer a realidade, apresentando-o como um ‘prisioneiro de guerra’. Tal estratégia é uma tentativa de silenciar dissensos e reforçar a propaganda do governo.
Pesquisadores, como León Hernández da Universidade Católica Andrés Bello, afirmam que o conteúdo gerado por IA tem o potencial de sobrecarregar as audiências, dificultando a distinção entre verdade e ficção. Com a proliferação de animações que mostram Maduro em situações caricatas, o objetivo parece ser criar confusão e ceticismo em relação à realidade apresentada. Especialistas ressaltam que essa abordagem se torna um novo instrumento de poder nas mãos de regimes autocráticos.
A utilização dessas ferramentas digitais e de IA não se limita apenas à Venezuela, mas reflete uma tendência global onde líderes políticos, como Donald Trump, também empregam a desinformação como estratégia. A normalização de conteúdos que trivializam a política e a censura dos meios tradicionais de informação aumentam a preocupação sobre a saúde democrática. A inteligência artificial, segundo analistas, representa uma grave ameaça à democracia contemporânea, à medida que distorce a percepção pública e fomenta o controle da narrativa.

