Henrys de Londres enfrentam dilemas financeiros apesar de altos salários

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

Em Londres, a classe de profissionais conhecida como ‘Henrys’, que ganha mais de £100.000 por ano, está cada vez mais preocupada com sua situação financeira. Embora se considerem de alta renda, enfrentam um cenário onde a carga tributária e a perda de benefícios, como acesso a creches gratuitas, impactam significativamente seu poder aquisitivo. Essa realidade expõe as dificuldades econômicas que essa nova geração de trabalhadores enfrenta na cidade.

A expressão ‘Henrys’ refere-se a indivíduos que, embora possuam altos salários, não se sentem ricos devido aos custos elevados de vida em Londres. Além de perderem parte de sua isenção fiscal após atingir o limite de £100.000, eles também lidam com dívidas estudantis que se prolongam por mais tempo, especialmente aqueles que ingressaram na universidade após 2006. Essas circunstâncias geram um desincentivo para que busquem salários ainda mais altos, criando um ciclo de frustração.

As implicações dessa situação financeira são profundas, uma vez que desafiam a narrativa de que altos salários garantem bem-estar. A pressão econômica sobre os ‘Henrys’ pode influenciar decisões de carreira e estilo de vida, impactando não apenas suas finanças pessoais, mas também a economia local como um todo. O fenômeno levanta questões sobre a sustentabilidade da classe média em uma metrópole como Londres, onde as expectativas de vida e trabalho estão em constante transformação.

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