O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou nesta segunda-feira (19) que a origem do problema da dívida pública brasileira se deve aos altos juros reais, e não ao déficit fiscal. Em entrevista ao programa UOL News, ele enfatizou que, nos últimos dois anos, houve uma redução de 70% do déficit primário, argumentando que a situação atual reflete a taxa de juros e não um excesso de gastos públicos.
Haddad também ressaltou que, mesmo considerando exceções fiscais, o déficit do ano passado foi de 0,48% do Produto Interno Bruto (PIB), destacando que a meta para 2023 é ainda mais ambiciosa. O ministro defendeu a possibilidade de redução da taxa Selic, atualmente em 15%, e elogiou a atuação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, diante de desafios como o escândalo do Banco Master.
Além de discutir a economia, Haddad comentou sobre suas perspectivas para as eleições, afirmando que a economia não será o principal fator decisivo. Ele também esclareceu que não tem intenção de se candidatar a nenhum cargo nas próximas eleições, embora esteja em diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o assunto, que ainda não foi definido.

