Guilherme Delaroli, presidente em exercício da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), assumirá o governo do estado temporariamente. A decisão ocorre devido à ausência do governador Cláudio Castro, que está em viagem ao exterior, e do presidente do Tribunal de Justiça, que também se ausentará. Essa situação gera preocupações sobre a legalidade da linha sucessória, que se esgotou, visto que os substitutos previstos na Constituição não estarão disponíveis.
A Constituição do Rio de Janeiro estabelece uma linha sucessória que se limita a cargos eleitos e chefes dos demais poderes, mas circunstâncias políticas recentes, como renúncias e afastamentos, deixaram o estado sem um governante imediato. Delaroli, que foi escolhido em uma reunião com Castro e o presidente do TJ, Ricardo Couto, destaca a responsabilidade de sua nova função e planeja iniciar os trabalhos na Alerj como governador. Especialistas em Direito Constitucional apontam que a solução encontrada é atípica e reflete uma falha na legislação vigente.
A possibilidade de impugnação dos atos de Delaroli no governo é um dos principais riscos apontados por juristas, que divergem sobre a legitimidade da sua atuação. Entretanto, a interpretação constitucional pode respaldar sua função temporária, evitando uma crise institucional maior. Com essa transição, aliados de Delaroli já começam a vislumbrar a possibilidade de ele se tornar governador efetivo, dependendo da situação política que se desenrolar nos próximos meses.

