Guilherme Arantes, cantor e compositor de 72 anos, retorna ao cenário musical com o lançamento de seu novo disco, “Interdimensional”. O artista, que passou por um tratamento de saúde que incluiu cateterismo de urgência e angioplastia, utiliza essa nova fase para refletir sobre sua carreira de cinquenta anos e se reconectar com o público após um hiato significativo.
Durante a entrevista, Arantes compartilha seu processo de reinvenção artística, enfatizando uma busca por composições mais ambiciosas e elaboradas. Ele observa que, enquanto o mercado musical evolui com gêneros populares ganhando destaque, a Música Popular Brasileira (MPB) continua a se expandir como um nicho valioso. O cantor se posiciona como parte de um movimento que valoriza a arte em detrimento do entretenimento imediato, destacando a importância de criar músicas que toquem a alma.
Por fim, Arantes reflete sobre as mudanças na indústria musical desde os anos 1980, mencionando a produção em massa dos chamados “hit factories”. Ele acredita que seu papel como compositor é continuar a desenvolver canções que abordem temas universais como amor e vida cotidiana, mantendo a autenticidade e a profundidade que sempre caracterizaram sua obra. Ao retornar aos palcos, ele se prepara para enfrentar os desafios de uma nova era na música, sem perder a essência de sua jornada artística.

