Guatemala decreta estado de sítio após assassinato de policiais

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 1 min.

Neste domingo, o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou a decretação de estado de sítio em todo o país, após o assassinato de oito policiais e rebeliões em presídios. A medida, que terá duração de 30 dias, tem como objetivo fortalecer as ações contra as gangues Barrio 18 e Mara Salvatrucha (MS-13), que são tratadas como organizações terroristas tanto pelo governo guatemalteco quanto pelos Estados Unidos.

A implementação do estado de sítio permitirá a suspensão temporária de algumas garantias constitucionais, com a intenção de aumentar a segurança pública e proteger os cidadãos. Arévalo destacou, em um pronunciamento em rede nacional, que a polícia assumiu o controle das prisões onde os membros dessas gangues estavam mantendo reféns, em uma tentativa de negociar a transferência de seus líderes para estabelecimentos com menos restrições.

As implicações dessa ação governamental podem ser significativas, considerando o histórico de violência ligado a essas organizações criminosas. O estado de sítio poderá gerar um aumento nas operações de segurança e na repressão ao crime organizado, mas também levanta questões sobre os direitos civis e a eficácia de tais medidas em longo prazo.

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