Greve histórica de enfermeiros em Nova York mobiliza 15 mil profissionais

Carlos Eduardo Silva
Tempo: 2 min.

Cerca de 15 mil enfermeiros iniciaram uma greve nesta segunda-feira (12) em Nova York, afetando três dos principais hospitais privados da cidade. A paralisação foi motivada por reclamações sobre as condições de trabalho, com destaque para a segurança e os benefícios sociais. As autoridades locais declararam estado de emergência em resposta ao movimento grevista, que é considerado o maior da categoria na história da cidade.

A greve foi provocada por um impasse nas negociações de um novo contrato, que se arrastou por meses sem avanço. Segundo a Associação de Enfermeiros do Estado de Nova York (NYSNA), os profissionais expressaram sua insatisfação ao afirmar que os executivos dos hospitais priorizam lucros em detrimento da segurança no atendimento aos pacientes. Durante a paralisação, grevistas montaram piquetes em frente aos hospitais NewYork-Presbyterian, Montefiore Bronx e Mount Sinai.

O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, manifestou apoio aos enfermeiros, chamando a atenção para a importância do reconhecimento do trabalho deles. Ele instou as partes a retornarem às negociações e resolverem a situação de maneira justa. O desfecho da greve poderá impactar o atendimento aos pacientes, uma vez que hospitais já começaram a transferir pacientes e cancelar procedimentos cirúrgicos devido à falta de pessoal.

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