Em 9 de janeiro de 2026, o Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou a saída de Rafael Russowsky do cargo de diretor financeiro, em meio a uma reestruturação significativa na empresa. Alexandre Santoro, recém-nomeado CEO, acumulará as funções de CFO interino, enquanto Rodrigo Manso assume a diretoria de relações com investidores. Essas mudanças refletem a transição de controle acionário para a família Coelho Diniz, que busca consolidar sua influência na empresa.
A saída de Russowsky é vista como negativa pelos analistas, uma vez que ele foi fundamental no processo de desalavancagem e nas negociações com o fisco. O GPA enfrenta um alto nível de endividamento, estimado em 4,5 vezes a dívida líquida ajustada sobre o EBITDA projetado para 2025. Além disso, a acumulação de funções por Santoro levanta preocupações sobre sua capacidade de execução em um momento crítico para a companhia.
Diante desse cenário, o JPMorgan adotou uma posição cautelosa, mantendo a recomendação de ‘underweight’ para as ações do GPA, que estão negociando a um valor baixo em relação ao EBITDA estimado para 2026. A XP Investimentos também expressou preocupação, reiterando uma recomendação neutra devido aos riscos tributários e ao fraco desempenho dos lucros. As próximas semanas serão cruciais para determinar a estabilidade e a direção da empresa sob nova liderança.

