Na última segunda-feira, membros do governo de Donald Trump prestaram esclarecimentos ao Congresso sobre a operação militar que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A ação, realizada no fim de semana sem aviso prévio aos parlamentares, provocou um acirrado debate sobre a legalidade das decisões tomadas exclusivamente pelo Executivo, especialmente em ações tão sensíveis como intervenções militares.
A reunião, de caráter sigiloso, contou com a presença dos principais líderes da Câmara e do Senado, bem como membros das comissões de Inteligência, Defesa e Relações Exteriores, conhecidos como ‘Gang of Eight’. Durante o encontro, questionamentos surgiram sobre a natureza da operação, que o governo categoriza como uma ação policial visando a prisão de Maduro, acusado de narcotráfico. Especialistas em direito e parlamentares da oposição, no entanto, contestam essa interpretação, argumentando que a ação viola normas constitucionais sobre o uso da força no exterior.
O episódio não apenas gerou desconforto entre aliados do presidente, mas também estabelece um precedente preocupante para a política externa dos EUA. A forma como o governo justificará a operação e lidará com as repercussões no Congresso poderá influenciar significativamente o equilíbrio institucional nos Estados Unidos e a credibilidade internacional do país, especialmente em relação às suas políticas na América Latina.


