Neste sábado (24), o governo sírio e as forças curdas decidiram prorrogar a trégua estabelecida por 15 dias, com o objetivo de facilitar a transferência de detidos do grupo jihadista Estado Islâmico da Síria para o Iraque. O ministério da Defesa sírio comunicou que a extensão do acordo começou a valer às 20h GMT, três horas após sua expiração inicial. A medida foi vista como um passo em direção à desescalada da violência na região.
A prorrogação da trégua foi confirmada pelas Forças Democráticas Sírias, que destacaram a importância da mediação internacional para o diálogo contínuo com Damasco. As forças curdas reafirmaram seu compromisso com o acordo, enfatizando a necessidade de proteger os civis e criar condições para a estabilidade. O cessar-fogo, que foi decretado na terça-feira anterior, tem sido respeitado, com ambas as partes concordando em sua extensão antes do término do prazo.
Além da prorrogação do cessar-fogo, o governo sírio anunciou um acordo com os curdos para integrar suas instituições civis e militares ao Estado. Embora essa movimentação busque consolidar a autoridade do governo sobre todo o país, ela também pode representar um retrocesso nas aspirações de autonomia dos curdos, que estabeleceram uma zona autônoma durante a guerra civil. A proposta curda para Damasco inclui demandas sobre controle de fronteiras e participação nas receitas do petróleo, indicando um cenário de negociações complexas pela frente.

