O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Lula, tem endurecido seu tom em relação à operação dos Estados Unidos que resultou na prisão de Nicolás Maduro e sua esposa, ocorrida em 3 de janeiro. Inicialmente, Lula descreveu a ação como uma ‘captura’, mas em declarações subsequentes, representantes do Itamaraty passaram a usar o termo ‘sequestro’, refletindo um posicionamento mais firme diante das provocações de Washington.
A mudança na terminologia nas comunicações oficiais do Brasil coincide com o aumento das tensões diplomáticas, especialmente após declarações do presidente Donald Trump que insinuaram futuras ações contra a Venezuela. A presidente em exercício da Venezuela, Delcy Rodríguez, também se manifestou, apoiando a caracterização da ação como sequestro e reforçando a narrativa com uma contagem nas redes sociais sobre a duração do ‘sequestro’ de Maduro e sua esposa.
Essa escalada retórica revela um desafio significativo para o governo brasileiro, que busca equilibrar as relações com os Estados Unidos enquanto defende a soberania venezuelana. A situação levanta questões sobre as implicações diplomáticas e econômicas para o Brasil, que precisa navegar entre pressões externas e suas prioridades internas, refletindo as complexidades das relações na América Latina.

