O governo brasileiro está deliberando sobre como recusar o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para participar do recém-criado Conselho da Paz, voltado à reconstrução da Faixa de Gaza. Avaliações internas indicam que a iniciativa carece de viabilidade e apresenta riscos diplomáticos, o que levou à decisão de não aceitar a proposta, embora essa recusa ainda não tenha sido oficializada.
O assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência, Celso Amorim, destacou que a recusa de países como Canadá e Espanha sinaliza a fragilidade do projeto. A recusa do Brasil pode impactar a reaproximação que o governo Lula tem buscado com Washington, especialmente após elogios de Trump ao presidente brasileiro, que poderiam ser comprometidos por uma resposta negativa mal calibrada.
A estratégia do Planalto é evitar um confronto direto com os Estados Unidos, apresentando a recusa como uma decisão técnica e multilateral. Este movimento é fundamental para manter os princípios históricos da política externa brasileira, ao mesmo tempo em que tenta preservar os canais abertos com a administração Trump, equilibrando pragmatismo e diplomacia nos próximos meses.

