Na noite de 9 de janeiro de 2026, o governo federal anunciou a exoneração de Marcos de Brito Campos Júnior, diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). A medida foi tomada após ele ser alvo de investigações da Polícia Federal relacionadas a pagamentos de propina que teriam ocorrido durante sua gestão no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Nordeste.
A exoneração foi oficializada em um decreto publicado no Diário Oficial, poucos dias depois que a PF apresentou diálogos que indicam a entrega de dinheiro vivo a Marcos de Brito. O governo, ao tomar a decisão, buscou afastar qualquer envolvimento institucional com as alegações de corrupção que surgiram a partir da Operação Sem Desconto, que investiga desvios no INSS. Marcos de Brito, que havia colocado seu cargo à disposição, não havia formalizado sua demissão antes da exoneração oficial.
As implicações da exoneração podem ser significativas, à medida que a investigação avança, incluindo a possibilidade de novas acusações e a necessidade de reformas no Dnit e no INSS. Além disso, a situação levanta questões sobre a integridade dos processos administrativos e a confiança pública nas instituições governamentais. O caso seguirá sob análise no Supremo Tribunal Federal, onde a defesa de Marcos de Brito se comprometeu a demonstrar sua inocência em relação às acusações.

