O governo federal anunciou na sexta-feira, 9, a exoneração de Marcos de Brito Campos Júnior, que ocupava o cargo de diretor de Administração e Finanças do Departamento Nacional de Infraestrutura (Dnit). A decisão foi tomada em meio a investigações da Polícia Federal que apuram a suspeita de que ele teria recebido propina durante seu período como superintendente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) no Nordeste.
A exoneração ocorreu no mesmo dia em que o Estadão enviou questionamentos sobre diálogos que sugerem o recebimento de pagamentos em dinheiro vivo por parte de Marcos de Brito. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro dos Transportes, Renan Filho, assinaram o decreto que oficializou a demissão, destacando a seriedade das alegações e a necessidade de transparência na administração pública.
Essas investigações, que fazem parte da Operação Sem Desconto, evidenciam um grave problema de corrupção no setor público, levantando preocupações sobre a ética e a responsabilidade dos servidores. A situação de Marcos de Brito ainda está em desenvolvimento, com o Ministério Público e a Polícia Federal continuando a apurar os fatos e as implicações legais que podem surgir a partir deste caso.

