Os Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, da Agricultura e das Relações Exteriores do Brasil informaram, em nota conjunta divulgada em 2 de janeiro de 2026, que estão trabalhando em colaboração com o setor privado para mitigar o impacto da salvaguarda imposta pela China à carne bovina. O governo brasileiro assegura que atuará tanto em nível bilateral com a China quanto na Organização Mundial do Comércio (OMC) para proteger os interesses dos produtores do setor.
A nota destaca que as medidas de salvaguarda são instrumentos de defesa comercial previstos nos acordos da OMC, utilizados para lidar com surtos de importação. O governo enfatiza que o setor pecuário brasileiro tem contribuído significativamente para a segurança alimentar da China, oferecendo produtos sustentáveis e submetidos a rigorosos controles sanitários. A salvaguarda, que começou a valer em 1º de janeiro de 2026, estabelece uma cota anual de 1,1 milhão de toneladas para as exportações brasileiras.
As exportações que excederem essa cota estarão sujeitas a uma sobretaxa de 55%, além dos 12% já vigentes. Essa situação pode impactar negativamente a competitividade das exportações brasileiras no mercado chinês, exigindo uma resposta efetiva do governo para proteger os interesses dos trabalhadores e produtores do setor. O acompanhamento contínuo e a negociação com as autoridades chinesas serão fundamentais para lidar com as novas condições impostas.

