O governo brasileiro está considerando a possibilidade de arquivar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após a saída do ministro do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A avaliação de que o controle sobre a proposta foi perdido no Congresso surgiu entre interlocutores do Palácio do Planalto, especialmente devido ao receio de que o texto seja alterado além do que o Executivo deseja.
A PEC, apresentada com o intuito de reorganizar a política de segurança pública, enfrenta resistência no Congresso, especialmente após a saída do ministro que conduzia as negociações. Interlocutores afirmam que, sem um novo ministro, o governo não pretende levar a proposta à votação em sua forma atual. A expectativa é que antes de qualquer avanço, uma nova rodada de negociações ocorra para alinhar o texto às prioridades do governo.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães, expressou que a PEC deve passar por ajustes significativos antes de ser apresentada novamente. Apesar das incertezas, o relator da proposta, Mendonça Filho, afirmou que não foi procurado para discutir mudanças, indicando que ainda há apoio suficiente para a tramitação da PEC. O futuro da proposta permanece incerto, com a expectativa de que novas negociações sejam necessárias para garantir sua aprovação.

