O governo brasileiro está considerando a possibilidade de não prosseguir com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após a saída do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, que conduzia as articulações no Congresso. O relator da proposta, um deputado do União Brasil, enfatizou que não foi abordado por líderes governistas sobre possíveis alterações no texto, o que levanta preocupações sobre o futuro da proposta.
Com a mudança na liderança do Ministério da Justiça, parlamentares do governo expressam receio de que a PEC, se aprovada em sua forma atual, não reflita os objetivos do Executivo. O líder do governo na Câmara ressaltou que o Planalto prefere não avançar com a votação se isso significar apenas chancelar o relatório do relator, que diverge significativamente das intenções originais do governo. Além disso, há a necessidade de novas negociações antes de qualquer votação, visando garantir que a proposta atenda às prioridades do governo.
Enquanto isso, o relator acredita que a proposta já possui apoio suficiente para avançar. No entanto, a falta de comunicação entre os líderes e o governo pode complicar ainda mais a tramitação. A PEC, que visa reorganizar a segurança pública no Brasil, enfrenta resistência por tocar em questões delicadas, como a divisão de competências entre os diferentes níveis de governo e a atuação das polícias.

