Nas eleições de 2026, doze governadores estaduais decidiram deixar seus cargos para buscar uma vaga no Senado, seguindo uma tendência que tem se mostrado eficaz para manter a influência política. Essa situação se destaca, pois dos dezoito chefes de Executivos em fim de mandato, sete já confirmaram suas candidaturas, enquanto três consideram a possibilidade. Essa movimentação ocorre em um cenário onde os governadores têm um histórico forte de aceitação popular e um acesso facilitado à máquina administrativa, o que lhes confere uma vantagem significativa na corrida eleitoral.
O Senado renovará 54 de suas 81 cadeiras, e muitos governadores estão liderando as pesquisas de intenção de voto, tornando-se favoritos nas disputas. Exemplos notáveis incluem o governador do Rio de Janeiro, que, apesar de um histórico de reprovação, conseguiu reverter sua imagem após uma operação policial de grande repercussão. A força da máquina administrativa, juntamente com uma base eleitoral consolidada, torna a candidatura ao Senado uma opção atraente para esses governadores, que frequentemente têm mais visibilidade do que seus concorrentes.
As eleições de 2026 podem resultar em uma bancada de senadores composta majoritariamente por governadores, refletindo uma dinâmica eleitoral que favorece aqueles que ocupam cargos executivos. Essa situação levanta questões sobre a necessidade de reformas para mitigar a vantagem que os governadores têm em relação a outros candidatos. Com a polarização política em alta, a possibilidade de uma bancada expressiva de governadores pode moldar o futuro do Senado e impactar as decisões políticas no Brasil.

