O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, exonerou Deivis Marcon Antunes do cargo de diretor-presidente da Rioprevidência no dia 23 de janeiro de 2026. A exoneração foi publicada no Diário Oficial, após Antunes anunciar sua renúncia em decorrência de uma operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal em sua residência. A operação investiga a suspeita de irregularidades financeiras que poderiam ter exposto o patrimônio da autarquia a riscos elevados.
A Polícia Federal, que realizou a operação denominada Barco de Papel, apreendeu diversos itens na residência de Antunes, incluindo um veículo de luxo e R$ 7 mil em espécie. Além dele, outros ex-diretores da Rioprevidência também foram alvo da ação, que investiga investimentos irregulares de R$ 970 milhões em títulos do Banco Master. Os dirigentes da Rioprevidência e do banco podem ser acusados de crimes como gestão fraudulenta e corrupção passiva, segundo nota da PF.
A exoneração de Antunes e as investigações em curso levantam preocupações sobre a gestão financeira da Rioprevidência e a segurança das aposentadorias e pensões dos servidores públicos do estado. Apesar das alegações de irregularidades, a Rioprevidência afirmou que os pagamentos aos beneficiários estão ocorrendo normalmente. O desdobramento desse caso poderá impactar a confiança pública nas instituições previdenciárias do estado e na administração do governador Cláudio Castro.

