González Urrutia afirma que normalização na Venezuela exige respeito popular

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Edmundo González Urrutia, opositor do presidente Nicolás Maduro, afirmou que a normalização da situação política na Venezuela está diretamente ligada ao respeito pela vontade popular expressa nas urnas e à libertação dos presos políticos. Em um pronunciamento nas redes sociais, ele declarou que o momento atual, após a captura de Maduro por forças dos EUA, representa um ponto de inflexão na história do país e um passo importante, mas não suficiente, para a transição democrática.

González ressaltou que a verdadeira normalização só será possível quando a vontade majoritária do povo venezuelano, manifestada nas eleições de 28 de julho de 2024, for respeitada. Ele criticou a falta de transparência do processo eleitoral que resultou na vitória contestada de Maduro, destacando que a eleição não possuiu evidências suficientes para corroborar sua legitimidade. O político também se dirigiu às Forças Armadas e órgãos de segurança, enfatizando a importância de cumprir o mandato soberano do povo.

O opositor concluiu que a transição democrática deve ser feita de maneira séria e responsável, exigindo a libertação de todos os detidos por motivos políticos. Ele classificou esses detidos como ‘reféns de um sistema de perseguição’, afirmando que nenhuma transição será viável enquanto houver injustiças. A líder da oposição, María Corina Machado, e o presidente francês, Emmanuel Macron, também apoiaram a ideia de uma transição pacífica e democrática na Venezuela, com a expectativa de que González Urrutia lidere esse processo.

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