O Goldman Sachs aponta que a situação política na Venezuela gera um cenário ambíguo para os preços do petróleo no curto prazo, devido à possibilidade de mudanças nas sanções dos EUA. A análise considera as declarações do governo americano sobre o futuro da indústria petrolífera venezuelana, sugerindo que a produção pode sofrer variações significativas. Apesar de uma leve recuperação esperada, o relatório indica que o embargo ao petróleo venezuelano ainda é uma realidade que limita o crescimento.
Além disso, o documento ressalta que, a longo prazo, os riscos de queda nos preços são relevantes, especialmente devido ao aumento da produção em outros países, como Rússia e EUA. A Venezuela, que já foi um dos maiores produtores de petróleo, enfrenta desafios estruturais que dificultam uma recuperação rápida e robusta. A previsão é de que, mesmo em cenários otimistas, a produção venezuelana não ultrapasse os 2 milhões de barris por dia até 2030, o que impactaria diretamente os preços no mercado global.
Por fim, o Goldman Sachs alerta que a recuperação gradual da produção de petróleo da Venezuela exigirá investimentos significativos em infraestrutura e tecnologia. A análise conclui que, mesmo com um eventual alívio nas sanções, o cenário futuro para as margens do diesel e os preços do petróleo permanece incerto. O banco de investimentos recomenda cautela aos investidores, dada a volatilidade e os riscos associados ao mercado petrolífero venezuelano.

