Em um relatório recente, o Goldman Sachs destacou um cenário imediato “ambíguo” para o mercado de petróleo, especialmente no que se refere à Venezuela. A análise, divulgada em 4 de janeiro de 2026, sugere que os preços do petróleo enfrentam riscos moderados a curto prazo, dependendo das políticas de sanções dos EUA e das intervenções no setor. Apesar disso, o banco prevê uma tendência de queda para os preços no longo prazo, refletindo a instabilidade política na região.
Os analistas do Goldman Sachs consideram que a produção de petróleo da Venezuela, que atualmente atinge cerca de 0,93 milhão de barris por dia, pode continuar a enfrentar dificuldades devido a restrições de armazenamento e falta de investimento. Embora a afirmação do presidente dos EUA sobre um eventual envolvimento na indústria petrolífera venezuelana gere expectativas, as sanções em vigor complicam a recuperação do setor. No entanto, a possibilidade de um governo mais favorável ao investimento pode mudar o cenário a curto prazo, mas os riscos permanecem elevados.
A análise conclui que, apesar das potenciais melhorias na produção, a recuperação da infraestrutura deteriorada da Venezuela exigirá investimentos significativos. A previsão de queda nos preços do petróleo para 2027 e além aponta para um futuro desafiador, tanto para o mercado petrolífero venezuelano quanto para as margens do diesel. Assim, o Goldman Sachs alerta para a necessidade de monitorar de perto os desdobramentos na política e na economia da Venezuela, que podem impactar o mercado global de petróleo.

