Gestor transforma investimentos pessoais em lucro de 8.000% na BlueCrest

Bruno de Oliveira
Tempo: 2 min.

Michael Platt, à frente da BlueCrest Capital Management, registrou um retorno notável de 8.000% ao decidir operar exclusivamente com seu próprio capital. Desde que abandonou a gestão de recursos de clientes há dez anos, sua estratégia de alavancagem intensificada resultou em ganhos expressivos, com um aumento de 73% apenas no último ano. Essa mudança significativa na operação foi impulsionada por eventos de mercado, como as tarifas anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump, criando um ambiente propício para lucros consideráveis.

A BlueCrest, que operava com cerca de US$ 3,9 bilhões em capital, utilizou um modelo que permite medir os retornos sobre o capital investido, ao contrário de hedge funds tradicionais. A empresa, que tem sua sede em Londres e presença em cidades como Nova York e Cingapura, se destacou por sua capacidade de evitar as pressões de resgates e pelas distorções macroeconômicas que explorou. A libertação das restrições impostas por clientes possibilitou a Platt manter posições concentradas e alavancadas em momentos de volatilidade, resultando em um desempenho robusto em comparação a fundos que dependem de investidores externos.

O sucesso contínuo da BlueCrest sob a liderança de Platt não apenas solidifica sua posição entre os hedge funds mais lucrativos do mundo, mas também levanta questões sobre a viabilidade de estratégias semelhantes por outros gestores. A trajetória de Platt ilustra como a flexibilidade e a gestão de risco rigorosa podem levar a resultados excepcionais. À medida que o mercado financeiro evolui, a abordagem da BlueCrest pode servir de modelo, inspirando outros investidores a considerar a gestão de capital próprio como uma alternativa viável.

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