A General Motors (GM) revelou que assumiu US$ 6 bilhões em encargos relacionados a ativos e programas de veículos elétricos, com US$ 1,8 bilhão desse total referentes a encargos não monetários. A companhia está realizando ajustes em seus ativos já registrados, além de contabilizar US$ 4,2 bilhões em liquidações em dinheiro, devido a volumes inferiores aos contratos firmados com fornecedores. A divulgação ocorreu em um documento regulatório na última segunda-feira.
A GM explicou que a redução na demanda por veículos elétricos na América do Norte é provocada pelo término de incentivos fiscais e pela diminuição da rigidez nas regulamentações de emissões. Com isso, a montadora decidiu reduzir sua capacidade produtiva, o que exigiu uma reavaliação significativa de seus ativos e operações. A empresa também antecipou que novos encargos, tanto materiais quanto não monetários, deverão ser reconhecidos em 2026 em decorrência de negociações com fornecedores que ainda estão em andamento.
No mercado financeiro, as ações da GM apresentaram queda de 1,93% às 19h23 (horário de Brasília) no período pós-mercado de Nova York. Essa movimentação do mercado reflete a preocupação dos investidores com a sustentabilidade da demanda por veículos elétricos e os impactos financeiros das recentes mudanças. A situação ressalta a necessidade de a GM se adaptar rapidamente às novas condições do mercado automotivo e às expectativas dos consumidores.

