Gestores de fundos multimercado brasileiros iniciam 2026 com a expectativa unânime de que o dólar será fraco este ano. Essa percepção, refletida em cartas mensais e relatórios de dezembro, indica uma mudança nas estratégias, onde o dólar deixou de ser considerado uma proteção automática, dando espaço a posições vendidas e maior diversificação cambial.
Apesar da desvalorização significativa da moeda americana em 2025, as gestoras, como Itaú e SulAmérica, reavaliam a dinâmica cambial e apostam na continuidade dessa tendência. Além disso, há um consenso crescente sobre o início da queda da Selic, com a SulAmérica prevendo cortes em março e outras gestoras estimando reduções significativas ao longo do ano, o que pode impactar positivamente as aplicações em juros futuros.
Entretanto, o clima de otimismo em relação ao câmbio e aos juros é cauteloso, dado o cenário político e fiscal incerto em um ano eleitoral. Gestoras como Vista Capital e Novus Capital adotam uma postura defensiva, reconhecendo que, apesar da expectativa de cortes na Selic, os riscos fiscais permanecem elevados. Essa combinação de fatores exige uma abordagem crítica e diversificada para os investidores, especialmente em um ambiente econômico volátil.

