Em 6 de janeiro de 2026, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) anunciou que a indústria de fundos no Brasil alcançou uma captação líquida de R$ 88,4 bilhões em 2025. O patrimônio líquido da indústria subiu para R$ 10,7 trilhões, marcando um crescimento de 16,3% em relação ao ano anterior, que fechou com R$ 9,2 trilhões.
No entanto, a captação líquida de 2025 representa uma queda de cerca de 27% em relação aos R$ 121,3 bilhões captados em 2024. Os fundos multimercados lideraram os resgates, com saídas de R$ 58,8 bilhões, seguidos por fundos de ações e previdência, que também apresentaram resgates significativos. Em contrapartida, os fundos de renda fixa se destacaram com captação líquida de R$ 84,2 bilhões.
Além disso, no mês de dezembro de 2025, a indústria enfrentou um resgate líquido de R$ 66,7 bilhões, puxado pela renda fixa. Por outro lado, os ETFs e fundos multimercados apresentaram entradas positivas, indicando um certo otimismo em segmentos específicos. A Anbima também revelou que 32.464 fundos estão em conformidade com a nova resolução da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), refletindo a adaptação do setor às novas exigências regulatórias.

