Fundo eleitoral e tempo de TV dominam as eleições de 2026

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

As eleições de 2026 no Brasil já estão em andamento, com a concentração de recursos financeiros e tempo de propaganda nas mãos das direções partidárias. As regras atuais favorecem partidos maiores, que entram na disputa com uma vantagem significativa, enquanto siglas menores buscam alianças para aumentar suas chances. Essa dinâmica moldará a corrida presidencial e as eleições estaduais, antecipando o que será decidido antes mesmo do início oficial das campanhas.

O fundo eleitoral se torna uma ferramenta crucial de controle dentro dos partidos, permitindo que as cúpulas decidam como os recursos serão distribuídos entre candidatos e estados. Isso resulta em um cenário em que a maior parte do financiamento é direcionada a candidaturas consideradas estratégicas, enquanto candidatos sem apoio interno enfrentam dificuldades em construir campanhas sólidas. Além disso, o tempo de TV, embora menos relevante em uma era digital, continua a ser uma moeda de troca vital para formar coligações e garantir visibilidade.

Esse modelo político, que prioriza alianças pragmáticas em detrimento de afinidades programáticas, tende a favorecer as máquinas partidárias e limitar a diversidade das candidaturas. À medida que se aproxima 2026, a competição por recursos e tempo de exposição se intensifica, refletindo um sistema que já começa a ser moldado nos bastidores. Assim, o verdadeiro jogo eleitoral se desenha meses antes da propaganda oficial, indicando que as decisões tomadas internamente nas cúpulas partidárias terão um impacto profundo nas eleições.

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