Duas empresas ligadas a familiares do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, estão associadas ao fundo Arleen, que investiu em negócios da família. O fundo aparece conectado a uma investigação sobre fraudes envolvendo o Banco Master, conforme dados analisados pela Folha. O Arleen investiu em companhias ligadas ao ministro até maio de 2025, levantando preocupações sobre possíveis conflitos de interesse.
A conexão entre o fundo e as fraudes no Banco Master ocorre através de investimentos em empresas como a Tayayá Administração e a DGEP Empreendimentos, ambas com vínculos familiares diretos. Embora o Arleen não esteja sob investigação, sua associação com outros fundos ligados a suspeitas de irregularidades financeiras levanta questões sobre a transparência dos negócios. O Banco Central já identificou uma rede de fraudes envolvendo o Banco Master, que é alvo de investigações em andamento.
A situação suscita questionamentos acerca do papel de Toffoli como relator do inquérito das fraudes, especialmente considerando sua relação com as empresas mencionadas. A falta de declarações do ministro e de seus familiares até o momento agrava a percepção pública sobre a imparcialidade do processo. O desdobramento deste caso poderá impactar não apenas a reputação do ministro, mas também a confiança nas instituições judiciais brasileiras.

