O Fundo Brain Cash, gerido pela Reag, chamou a atenção ao multiplicar seu patrimônio em 30 mil vezes em um curto período de 20 dias, após receber um aporte de R$ 450 milhões. Essa operação, realizada exclusivamente com um investidor, uma empresa ligada a uma ex-funcionária da Reag, gerou preocupações sobre a legalidade das transações e motivou investigações do Banco Central e do Ministério Público Federal.
As investigações indicam que a reavaliação de ativos pode ter sido indevida, permitindo uma rentabilidade extraordinária que não condiz com as condições normais de mercado. Além disso, foram descobertas transações relâmpago entre diversos fundos, levantando suspeitas de manipulação financeira para gerar lucros artificiais. O fluxo de capital, que começou com o empréstimo do Banco Master, apresenta características que intrigam as autoridades financeiras.
A situação do Fundo Brain Cash é um desdobramento de uma série de investigações que envolvem a Reag e sua relação com o Banco Master, que está sendo apurado por suspeitas de fraude. A Reag, por sua vez, defende suas operações como comuns no mercado de crédito estruturado. Contudo, a continuidade das investigações poderá trazer à tona mais irregularidades e impactar o funcionamento dessas instituições financeiras.

