Funcionários de um call center terceirizado que atuam nas linhas telefônicas do esquema nacional de seguro de deficiência da Austrália (NDIS) afirmam que são obrigados a se passar por servidores públicos. De acordo com os relatos, esses trabalhadores, que pertencem à empresa Serco, têm a responsabilidade de decidir quais pedidos de financiamento serão priorizados, mesmo sem ter formação específica na área de assistência social.
Além de suas funções questionáveis, os funcionários da Serco receberam endereços de e-mail que são indistinguíveis dos utilizados por servidores públicos. Essa prática gera confusão entre os cidadãos, que não conseguem diferenciar os trabalhadores terceirizados dos funcionários diretos, apesar das diferenças significativas em remuneração, condições de trabalho e suporte recebido.
A situação levantou preocupações sobre a transparência e a eficácia do NDIS, especialmente em relação ao atendimento às necessidades de pessoas com deficiência. A falta de formação adequada para os trabalhadores terceirizados pode impactar negativamente a qualidade do serviço prestado, gerando repercussões para os beneficiários do sistema e para a credibilidade da gestão do programa.

