Em uma declaração feita em 7 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, revelou que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, descartou a possibilidade de uma intervenção militar na Groenlândia. A conversa entre os dois ocorreu em um contexto de crescente preocupação na Europa sobre as intenções dos EUA em relação à ilha, que pertence à Dinamarca. Barrot enfatizou que Rubio afirmou que não se pode imaginar uma repetição dos eventos que levaram à captura do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.
Durante a mesma semana, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, reafirmou que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional dos EUA, visando dissuadir ações da China e da Rússia na região do Ártico. Leavitt também mencionou que o uso das forças armadas está entre as opções consideradas para atingir esse objetivo. Essa declaração contrasta com as garantias de Barrot e levanta preocupações sobre a postura militar americana na região.
Em resposta a essas tensões, Barrot informou que a França está colaborando com seus aliados europeus para formular um plano de ação caso ocorra uma incursão americana na Groenlândia. Os líderes europeus, incluindo a premiê dinamarquesa e o presidente francês, emitiram um comunicado conjunto destacando que apenas a Dinamarca e a Groenlândia têm autoridade sobre questões relacionadas à ilha. Essa declaração sublinha a importância da soberania e da integridade territorial na atual dinâmica geopolítica.

