O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, afirmou nesta terça-feira (6) que a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela é ‘ilegal’, após a captura do presidente Nicolás Maduro. Durante uma sessão no Parlamento, Lecornu exigiu uma ‘transição democrática’ e criticou não apenas a ação militar, mas também o regime de Maduro e o ciclo eleitoral de 2024, que segundo ele, também são ilegais.
A declaração de Lecornu surge em um contexto de crescente pressão sobre o governo francês. Parlamentares de esquerda questionaram a posição do governo após o presidente Emmanuel Macron ter comentado, no último sábado, que o ‘povo venezuelano’ deveria se alegrar com o fim da ‘ditadura’ de Maduro. Diante da indignação, Macron reafirmou que a França ‘não apoia nem aprova’ as ações dos EUA, gerando um debate intenso sobre a política externa francesa em relação à Venezuela.
As implicações das declarações de Lecornu e Macron são significativas, refletindo uma tensão entre a necessidade de apoiar a democracia e a crítica a intervenções externas. A França, ao se manifestar contra a operação militar dos EUA, busca reafirmar sua posição de respeito às normas internacionais. O desdobramento dessa situação pode influenciar a relação da França com a Venezuela e outros países da região, bem como suas políticas de segurança e diplomacia internacional.

