Na segunda-feira (26), a Câmara baixa do Parlamento francês deu um passo significativo ao aprovar um projeto de lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 15 anos. O presidente Emmanuel Macron expressou seu apoio à medida, enfatizando a necessidade de proteger a saúde mental das crianças, afirmando que “emoções das crianças não estão à venda”. A votação resultou em 116 votos a favor e 23 contra, destacando a ampla aceitação da proposta entre os legisladores.
O projeto também inclui a proibição do uso de celulares em escolas de ensino médio, com a expectativa de que o Senado aprove a proposta até meados de fevereiro. Esta iniciativa é parte de um esforço mais amplo para abordar as preocupações sobre os impactos negativos das redes sociais na saúde mental dos jovens, um problema que tem sido amplamente discutido em vários países. A França se junta à Austrália, que recentemente baniu redes sociais para menores de 16 anos, estabelecendo um precedente a nível global.
Caso a proibição se concretize, será necessário implementar um sistema eficaz de verificação de idade. O ex-primeiro-ministro Gabriel Attal, que lidera o partido de Macron na câmara baixa, acredita que a medida pode mudar a vida de muitas famílias e contribuir para uma maior independência da influência das plataformas digitais. A proposta ainda exclui enciclopédias online e diretórios educacionais, buscando um equilíbrio entre proteção e acesso à informação.

