No Dia do Fotógrafo celebrado em 8 de janeiro, profissionais do fotojornalismo, como Joédson Alves da Empresa Brasil de Comunicação, ressaltam que a sensibilidade humana é insubstituível pela tecnologia. Durante uma cobertura na década de 1990, Alves vivenciou a dor de uma mãe que perdeu filhos para a fome, destacando como a emoção e a narrativa pessoal são fundamentais na captura de imagens impactantes. Ele defende que o fotógrafo é crucial para assegurar o direito à informação e construir a memória coletiva do país.
A discussão em torno do papel do fotógrafo se torna ainda mais relevante com a ascensão da inteligência artificial, que, apesar de facilitar alguns processos, não consegue replicar a subjetividade e o olhar crítico que um fotógrafo humano proporciona. Lourenço Cardoso, professor de Fotojornalismo, e Ricardo Stuckert, fotógrafo do governo federal, concordam que, mesmo com o avanço tecnológico, a presença do fotógrafo é ainda mais necessária. As imagens capturadas não apenas documentam eventos, mas também se tornam testemunhos emocionais que transcendem a mera informação.
A digitalização democratizou o acesso à fotografia, mas a verdadeira essência da profissão reside na habilidade de contar histórias por meio da imagem. Os especialistas alertam que a utilização da inteligência artificial deve ser feita com responsabilidade, garantindo que a sensibilidade humana não seja perdidas. Em um cenário onde a desinformação é uma preocupação crescente, a atuação ética e consciente dos fotógrafos se torna um ato de resistência e de preservação da memória coletiva.

