O fotógrafo Jorge Luis Alvarez Pupo apresenta um ensaio que examina suas raízes familiares e a herança da escravidão em Cuba. Através de imagens da antiga casa de seus bisavós, situada perto de uma plantação de açúcar ligada ao programa Rota dos Escravos da Unesco, ele reconstrói um passado repleto de incertezas. A narrativa é complementada por artefatos pessoais que evocam a luta e a resistência de seus antepassados.
Através de sua obra, Alvarez Pupo destaca a jornada emocional de muitos que tentam entender suas origens. Ele menciona Carlota, uma mulher escravizada que liderou uma revolta em 1843, como símbolo da resistência contra a opressão. As imagens capturadas ao longo do caminho que leva à plantação de Triunvirato evocam um sentimento de tempo parado, revelando a dor e a luta que ainda ressoam nas memórias familiares.
Esse ensaio não apenas documenta a história, mas também convida à reflexão sobre as narrativas não contadas de milhões de pessoas. Ao reexaminar o passado, Alvarez Pupo busca promover um entendimento mais profundo de identidade e pertencimento. Sua obra ressalta a importância de resgatar histórias que, embora dolorosas, são fundamentais para a construção de identidades mais robustas e conscientes.

