No Dia do Fotógrafo, celebrado em 8 de janeiro, o repórter-fotográfico Joédson Alves compartilhou sua experiência marcante ao ouvir uma mãe falar sobre a perda de dois filhos devido à fome, na cidade de Irecê, na Bahia. Alves ressaltou a importância de capturar a emoção e a dor através da fotografia, refletindo sobre como a tecnologia, embora útil, não consegue substituir a sensibilidade humana necessária para contar histórias impactantes. Ele atualmente atua como gerente executivo de Imagem, Arte e Web da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Durante a conversa, Alves e outros fotógrafos, como Ricardo Stuckert e o professor Lourenço Cardoso, abordaram como a inteligência artificial está mudando o cenário da fotografia, mas enfatizaram que o olhar e a percepção humana permanecem insubstituíveis. Stuckert, secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual do governo federal, destacou que as imagens têm o poder de transcender palavras e que a presença do fotógrafo é mais crucial do que nunca para garantir a autenticidade das narrativas visuais. Cardoso acrescentou que a digitalização democratizou o acesso à fotografia, mas a subjetividade continua sendo um elemento central na produção de imagens.
A discussão atual sobre a interação entre a fotografia e a inteligência artificial levanta importantes questões sobre ética e responsabilidade social na captura de imagens. Alves defendeu que, embora a tecnologia ofereça agilidade, é fundamental que o fotógrafo continue a desempenhar seu papel, garantindo que a sensibilidade humana esteja presente em cada imagem. A reflexão sobre a evolução do fotojornalismo e seu impacto na memória coletiva revela a necessidade de um equilíbrio entre inovação tecnológica e a essência humana da fotografia.

