O Fórum Econômico Mundial de Davos chegou ao fim nesta sexta-feira (24), com líderes globais discutindo os desafios econômicos e geopolíticos que podem impactar o crescimento global, projetado em 3,1% para 2026. O painel final contou com a participação de figuras de destaque, como Christine Lagarde e Kristalina Georgieva, que ressaltaram a necessidade de atenção às tensões comerciais e à crescente dívida pública.
Além dos debates sobre economia, o evento foi marcado pela presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que propôs a criação de um Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, atraindo a adesão de 19 líderes. Sua iniciativa, no entanto, gerou desconfiança entre potências europeias, que veem a proposta como uma maneira de contornar a ONU. A sinalização de Trump sobre não usar força militar para a Groenlândia também trouxe alívio, mas as negociações seguem incertas.
As discussões sobre tecnologia, particularmente a inteligência artificial, tiveram destaque, com a participação de Elon Musk, que defendeu o uso de robôs para ajudar populações envelhecidas. Os executivos presentes enfatizaram que investimentos bilionários serão necessários para que a IA atinja seu potencial. O encerramento do fórum, liderado por Børge Brende, refletiu um ambiente político tenso e uma reconfiguração nas relações internacionais.

