No dia 4 de janeiro de 2026, as Forças Armadas da Venezuela solicitaram que a população local “retomasse suas atividades” após a recente captura do presidente Nicolás Maduro durante uma operação militar dos Estados Unidos. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, fez um pronunciamento em televisão, pedindo que os cidadãos voltassem a suas atividades econômicas e educacionais, enfatizando a necessidade de manter a paz e a ordem no país.
Apesar do apelo das autoridades, a cidade de Caracas apresentava um cenário de calmaria incomum, com ruas desertas e comércios fechados. Muitos venezuelanos expressavam incerteza e temor diante do contexto político, refletindo um clima de cautela após anos de repressão e instabilidade. Em algumas áreas, as famílias ainda limpavam os escombros deixados por explosões recentes, evidenciando os impactos físicos da crise.
As declarações do ministro e a situação em Caracas indicam um momento de transição para a Venezuela, mas também revelam a fragilidade do ambiente social. A falta de informações sobre o futuro e a presença de forças de segurança nas ruas reforçam a sensação de insegurança entre os cidadãos, que hesitam em comemorar a queda de Maduro devido a temores de repressão governamental. O cenário atual sugere que os próximos dias serão cruciais para a definição do rumo político e social do país.

