O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se depara com um impasse em sua pré-campanha presidencial de 2026, enfrentando dificuldades para reduzir sua rejeição e angariar apoio fora de seu núcleo ideológico. Em busca de um marqueteiro que organize sua estratégia, Flávio tenta adotar um tom mais moderado, distanciando-se da imagem radical associada a seu pai. A concorrência com o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) se intensifica, visto como uma alternativa viável por setores conservadores.
A estratégia de Flávio inclui a necessidade de profissionalizar sua comunicação e integrar mais efetivamente suas redes sociais. Atualmente, sua rejeição é alta, embora tenha diminuído de 60% para 55% em pesquisas recentes, ainda superando a de Tarcísio. Para fortalecer sua presença, o senador busca apoio em áreas onde Lula é forte, especialmente no Nordeste, onde Rogério Marinho é visto como um elo importante na construção de alianças regionais.
Além disso, a movimentação de Michelle Bolsonaro, que pode influenciar a candidatura de Tarcísio, adiciona uma camada de complexidade à pré-campanha. Flávio precisa demonstrar que pode liderar a transição do bolsonarismo após a possível prisão domiciliar de seu pai. O fortalecimento de palanques eleitorais em diversos estados é vital para sua viabilidade, mas ainda existem tensões em vários locais, o que pode impactar seu desempenho nas eleições.

