A Fitch Ratings indicou que o Brasil deve ter o maior déficit fiscal da América Latina em 2026, com a dívida do governo alcançando índices elevados. Durante um webinar, a chefe de ratings soberanos da agência, Shelly Shetty, ressaltou que, apesar de uma recuperação econômica na região, o Brasil se destaca negativamente em comparação com seus vizinhos. A inflação, por outro lado, tem mostrado sinais de recuo, o que pode trazer um alívio ao cenário econômico nacional.
Shetty também apontou que, em termos de crescimento, o Brasil deve apresentar uma taxa ligeiramente inferior a 2,0% em 2026. Este crescimento é considerado modesto, especialmente quando comparado ao desempenho esperado dos Estados Unidos e da China. Ao mesmo tempo, a política monetária brasileira continua a ser uma exceção na América Latina, com taxas de juros mantidas elevadas por um período prolongado, diferente da tendência de cortes observada em outros países da região.
A situação atual levanta questões sobre a sustentabilidade fiscal do Brasil e seu impacto na economia regional. A desvalorização global do dólar foi citada como um fator positivo para a América Latina, mas a trajetória do Brasil sugere desafios significativos à frente. O cenário fiscal e monetário exige atenção contínua, especialmente em um contexto de crescimento econômico global incerto.

