Financiamento de ‘O Agente Secreto’ e a confusão com a Lei Rouanet

Eduardo Mendonça
Tempo: 1 min.

Recentemente, o filme ‘O Agente Secreto’ se tornou alvo de críticas nas redes sociais, sendo erroneamente associado à Lei Rouanet, uma legislação que não abrange longas-metragens de ficção. A Lei Rouanet, que visa a promoção de documentários e curtas, é frequentemente mal interpretada, levando a uma percepção negativa sobre o uso de recursos públicos em produções culturais brasileiras.

De fato, os 7,5 milhões de reais investidos no filme foram provenientes do Fundo Setorial do Audiovisual, que opera com a lógica de renúncia fiscal e é destinado a apoiar a produção de obras cinematográficas. Essa confusão em torno da legislação ressalta a necessidade de uma comunicação mais clara sobre os mecanismos de fomento à cultura no Brasil e o impacto econômico que eles geram, como demonstrado em pesquisas que mostram retornos significativos sobre os investimentos.

Além disso, o filme já conquistou prêmios importantes e se destaca como um forte candidato ao Oscar, o que pode representar uma nova oportunidade para o Brasil no cenário internacional. Com isso, a discussão sobre o financiamento cultural se torna ainda mais relevante, especialmente à medida que o país busca consolidar sua presença na indústria cinematográfica global.

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