Fim dos orelhões marca a era da conectividade digital no Brasil

Marcela Guimarães
Tempo: 1 min.

O orelhão, um ícone da comunicação no Brasil, enfrenta seu ocaso com o término da concessão das operadoras de telefonia, que ocorrerá na virada de 2025 para 2026. A partir desse ponto, a manutenção desses aparelhos, que reduziram drasticamente de 1 milhão para 38 mil unidades, não será mais garantida, refletindo a obsolescência desse serviço em um mundo dominado por smartphones.

Historicamente, os orelhões revolucionaram as comunicações urbanas, proporcionando acesso facilitado por meio de fichas e cartões. Contudo, com a flexibilização das obrigações pelas autoridades regulatórias desde 2014, muitos aparelhos foram retirados, especialmente em áreas urbanas, enquanto algumas unidades remanescentes nas zonas rurais ainda são consideradas essenciais. A Vivo, principal operadora responsável, anunciou que se concentrará em tecnologias mais avançadas, como 5G e fibra óptica.

A extinção dos orelhões representa não apenas uma mudança prática, mas um marco simbólico na vida urbana brasileira. Criados para democratizar o acesso à comunicação, esses aparelhos se tornaram parte da paisagem e da cultura urbana. A retirada definitiva deles evidencia uma transformação nas formas de conectividade, que agora se baseiam em experiências pessoais e digitais, afastando-se do modelo coletivo que os orelhões simbolizavam.

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