Filipe Martins, ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na última sexta-feira, 2, por descumprimento de medidas cautelares determinadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Martins, que cumpria prisão domiciliar após uma condenação relacionada à trama golpista, teve acesso à rede social LinkedIn, o que foi considerado uma violação das restrições impostas pela Corte.
A decisão de Moraes se baseou no fato de que o uso da rede social, mesmo que sem interações diretas, contraria as ordens judiciais que proíbem tal acesso. A defesa de Martins argumentou que a gestão de sua conta nas redes sociais era meramente técnica e silenciosa, visando preservar informações, mas o ministro considerou essa justificativa inadequada, ressaltando que a própria defesa reconheceu a utilização da rede social.
A prisão de Martins ocorre em um contexto de rigor nas medidas cautelares, especialmente após casos recentes de evasão de condenados na mesma investigação. O ex-assessor, que faz parte do chamado ‘núcleo 2’ da trama golpista, já havia sido condenado a 21 anos e seis meses de prisão, refletindo a preocupação das autoridades com a fuga de réus e a integridade do processo judicial em andamento.

