Filhos de Bolsonaro criticam Moraes após anulação de sindicância do CFM

Camila Pires
Tempo: 2 min.

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro manifestaram descontentamento na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, devido à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, que anulou a sindicância criada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) para investigar as condições de atendimento médico prestadas ao ex-presidente. Jair Bolsonaro, atualmente detido em Brasília, passou por um incidente médico recente que suscitou preocupações sobre sua saúde, levando à instauração da sindicância pelo CFM.

A decisão de Moraes gerou críticas de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, que qualificou o ministro como ‘negacionista’, um termo que remete às controvérsias sobre a abordagem do ex-presidente durante a pandemia de covid-19. Além disso, outros membros da família, como Eduardo e Carlos Bolsonaro, também se pronunciaram, questionando a rapidez da anulação da sindicância e insinuando que houve uma tentativa de intimidar o CFM. O Conselho havia expressado a necessidade de um monitoramento contínuo da saúde de Bolsonaro, o que complicou ainda mais a situação.

As reações dos filhos de Bolsonaro refletem a tensão política e as disputas judiciais em torno do ex-presidente, que enfrenta um cenário complexo após sua prisão. A anulação da sindicância levanta questões sobre a supervisão do atendimento médico a detentos e pode ter implicações para a defesa legal de Bolsonaro. O caso continua a atrair atenção e pode influenciar o ambiente político à medida que os próximos eventos se desenrolam.

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