Kim Ju Ae, filha do líder norte-coreano Kim Jong Un, fez sua primeira aparição pública ao visitar o mausoléu que abriga os restos mortais de seu avô e bisavô, uma ação que foi amplamente divulgada pela imprensa estatal. Essa visita é vista como um forte indicativo de sua possível ascensão à liderança do país, reforçando a continuidade da dinastia Kim. A família Kim é conhecida por governar a Coreia do Norte com um regime opressivo e centralizador.
O culto à personalidade em torno dos líderes da dinastia, referidos como “líderes eternos”, é uma característica marcante da sociedade norte-coreana. Kim Jong Un, que ocupa o cargo de líder desde 2011, é o terceiro da linha de sucessão, sucedendo seu pai Kim Jong Il e seu avô Kim Il Sung. A presença de Kim Ju Ae ao lado de seu pai durante a visita ao mausoléu sugere que ela está sendo preparada para um papel mais proeminente no regime.
A análise da situação política na Coreia do Norte revela que a ascensão de Kim Ju Ae pode ter implicações significativas para a estabilidade do regime. Especialistas apontam que sua inclusão nas atividades políticas pode ser uma estratégia para consolidar o poder da família Kim, especialmente em um contexto de tensões regionais. Com uma história marcada por sucessões dinásticas, a Coreia do Norte observa com atenção os próximos passos da jovem, que já vem sendo referida como “a filha querida” pela mídia estatal.

