A cidade da Filadélfia entrou com uma ação judicial contra a remoção de uma exposição que abordava a história da escravidão nos Estados Unidos. A medida foi anunciada pelo presidente da Câmara Municipal, Kenyatta Johnson, que criticou o governo do presidente Donald Trump por tentar ‘maquiar a história’ ao retirar a mostra do Parque Histórico Nacional da Independência, onde está localizada a Casa do Presidente.
A exposição, intitulada ‘Liberdade e escravidão na criação de uma nova nação’, foi inaugurada em 2010 e faz referência ao primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington, que viveu na Casa do Presidente com nove escravizados. Johnson informou que o Serviço Nacional de Parques removeu a exposição sem notificar a cidade, em uma ação que, segundo ele, visa apagar aspectos incômodos da história americana.
Este episódio ocorre em um contexto mais amplo de tensões sobre a narrativa histórica e a educação nos Estados Unidos. A retirada da exposição coincide com uma ordem executiva assinada por Trump em 2025, que visa reverter a disseminação de ‘ideologias divisivas’. A polêmica levanta questões sobre a maneira como a história é contada e o papel das instituições culturais na preservação da memória coletiva.

